segunda-feira, agosto 06, 2018




Ontem, como de costume, sai para fotografar; ultimamente, tenho-o feito sem destino algum; simplesmente, de modo aleatório, pego uma estrada e entro no modo #fui!
Meu humor me guiou para as bandas do aeroclube local – lugar muito adequado para se apreciar o sol, a cidade ao longe, ou os paraquedistas se atirando do avião (atividade que inclusive já pratiquei, embora não recomende para cardíacos, frouxos e maricas).
E pensei comigo mesma: - “hoje preciso ir além, descobrir um lugar Sui generis, sentir onde esta estrada há de me despejar...” E fui.   
Passei pela Oji Papéis, e permaneci à direita, onde já era desconhecido para mim, e movida pela forte atração pela direita, enveredei num acesso de visitantes que dava num condomínio fechado, fiz o retorno, e teimosamente, emboquei à direita novamente, já às portas do Monte Alegre.
Achei bem acolhedor e convidativo para os meus cliques, iria me divertir ali: tem um laguinho com um casal de patos, uma capela interessante, restaurantes (pasmem!) e comensais a valer circulando pela região, ruazinha saturada de carros que contrastavam com o ar campestre do local, onde também encontrei galos cacarejando, crianças brincando, velhinhos passeando ou sentados na calçada e até um burro/asno (animal de quatro patas mesmo) com quem fiz amizade. Inclusive, ele posou para mim, fez caras e bocas, e até se ofereceu para ser acarinhado, com semblante carente.
Vida que segue, depois de explorar a região e fazer várias fotos, ao regressar, vim enquadrando outros cenários da região, no melhor estilo “aproveitar a raspinha do tacho”, e tudo ia bem até que, ao avistar um tanto de vacas num terreno - que imagino seja da Esalq - sai da rodovia e ocupei o acostamento, desapeei, e constatando que não havia como fazer boas imagens dali, voltei pro veiculo para seguir viagem.
Tinha chovido, a terra estava úmida, um pouco barrenta e fiquei muito contente ao acelerar e receber como resposta um agonizante patinado...PRONTO, fiquei com calor na hora!
Insisti, dei ré, e ao sair, patinava bonito e não evoluía um cm...continuei na labuta e uma luz acendeu no painel (quem sabe, indicando um super aquecimento). Quis entrar em pânico: ali, na zona rural, na beira de uma estrada, só eu e as vacas do outro lado da cerca, e uma fina garoinha que começou a cair, lamentando a minha sorte inusitada.
Não obtendo sucesso em tirar o carro do chão enlameado, clamei pelo irmão no whatsapp e nada, somente o vazio...
Fora do carro não passava dos 15 graus, mas eu sentia um calor típico de Saara, e a minha mente já trabalhava fervorosamente imaginando 999 situações, eu definhando para sempre naquela beira de estrada deserta, à mingua (hahaha), foi então que tive o insight de chamar um UBER para me socorrer, e fiz!    
Dez minutos mais tarde, aproximou-se um Fox branco, desceu do carro um motorista jovem, chinelão de dedo no pé - devia estar vendo o sagrado futebol do domingo à tarde, enrolado em suas confortáveis cobertas.
Olhou-me ali, naquele local incomum e suspeito, ao que logo me adiantei: - “Moço, na verdade não te chamei aqui para uma viagem, mas foi a alternativa que me ocorreu, recorrer ao Uber para me ajudar a sair daqui. Estou patinando na lama, sem conseguir tirar o carro. Será que tem como me ajudar?”       
O rapaz entrou no carro, perguntou das posições do câmbio, tentou se ambientar e saiu acelerando e patinando e zigue zagueando. Acreditei que ele estava prestes a sair voando e doeram em mim as escorregadas de que fui testemunha. Insistentemente, no modo chucro, sem dó nem piedade, o cara foi saindo e logo estava novamente no asfalto; e eu, feliz da vida!
Agradeci alegremente e quando acessei o app para qualificá-lo como ótimo, percebi que havia cancelado a corrida sem sequer receber os nem R$ 10,00 que custaria minha ida até em casa.
Pensei: puxa, deixou o conforto da sua casa, gastou seu combustível para ir resgatar uma estranha em pleno domingo frio à tarde e nem cobrou por isso!
Agradecida estou pela providência divina, que sempre vem em meu socorro nestas longas estradas da vida!
O anjo se chama WALIFE MOURA OLIVEIRA, de Minas; gente boa precisa ser propagada.
Segue a foto das vacas: aqueles pontinhos brancos no infinito...À exceção do alinhamento com a linha do horizonte, uma imagem medíocre e uma história para contar.    

quinta-feira, outubro 26, 2017

Lembrei-me ainda estes dias:
Eu estudava a tarde, cursava os primeiros anos escolares.
A escola ficava ha uns 200m de casa, e era recem construida.
Recordo que era costume brincar de "vivo e morto" e fazer pickniques; eu levava uma quantidade absurda de guloseimas, biscoitos recheados (que hoje nao como nem por um decreto), iougurte, balas, essas coisas aporrinhadas, "puxadas" no doce, que fascinam as criancas e lhes destroem a dentadura (nao que eu nao as ofereça aos meus sobrinhos), chicletes que grudavam nos cabelos, inclusive nos meus - ocasioes desafortunadas onde eu me debatia ora com a crina, ora com a borracha grudenta, que sabe-se la por qual bocal infantil havia passeado...
Nao recordo o nome da professorinha, mas sei bem que eu era colega de uma menina magrinha, de cabelo curtinho, a Janaina, que so tinha um defeto: era paquerada pelo Andre, sendo que este ultimo era objeto de minha paquera. Ou seja, eu gostava do Andre, que gostava da Janaina, historia que, ironicamente, se reproduz na vida humana ja desde a tenra infancia - oh ceus!
Eu cria que Andre era lindo, o pirralho mais bem apessoado daquelas bandas, porem, a excecao de seu bom humor, desconfio que ele deva ter crescido baixinho e sem pescoco..e eu divago...
So sei que, pelos idos de 80 e la vai pedrada, era febre uma tal borracha bem bonitinha, mas nada pratica; quando friccionada contra o papel, produzia um borrao medonho, nunca apagou nem os tracos do lapis mais vagabundo.

As mal aventuradas borrachas decorativas, nao raro, exalavam aroma de fruta e continham figuras infantis, de bichinhos ou personagens de desenho animado, e eu olhava de soslaio para as dos coleguinhas. Até tinha as minhas, mas por obra e arte de um encosto zombeteiro, certa feita, com uma canetinha, tomei uma das borrachas de Janaina, a musa inspiradora de Andre (meu muso inspirador) e comecei a contornar a linda figura de um coelhinho. Tarefa concluida, com a tinta ainda umida, fiz uma especie de transplante para enfeitar o meu caderno com as formas do pequeno mamifero orelhudo.
Para minha satisfacao, fiquei com o caderno carimbado, porem, para meu desespero, o desenho do bicho havia sumido da borracha (com certeza, os chineses ja estavam entre nos).
Meu coracao acelerou em disparada, e Janaina, ao notar o que havia acontecido, pos-se a lacrimejar inconformada e inconsolavel, choramingando meu nome em som mais alto do que julguei ser adequado (desde criança eu prezava pela discrição).
Senti um remorso tamanho, porem, fizera sem qualquer intencao malefica, embora hoje eu desconfie do meu subconsciente trabalhando em segundo plano, de forma ardilosa, para  vingar-se daquela que era o sonho do homem dos meus sonhos...Dificl ter 9, 10 anos, as paixoes sao incontrolaveis e a gente pode ser cruel com os amiguinhos...
Em tempo: Fiquei desesperada quando vi o banzé armado, aquela menina chorando e a professora vindo tomar conhecimento do ocorrido. Meu pai me buscava na escola e me borrei ao imaginar a "tia" fazendo reclamações a respeito de meu comportamento; sobrar pra mim não seria boa coisa.   

sábado, outubro 21, 2017

Tava relendo e revisitando uns textos antigos; escrevi muita coisa bacana, mas muita bobagem tambem...pudera, e praticamente um recondito, um diario com quem dialogo de tempos em tempos( e bota tempo nisso...)
Nao faco questao de que estranhos explorem minhas terras virtuais, discricao e comodo, prudente e libertador. Aqui so vem os convidados, e quando muito, breves e longinquos desconhecidos.
E o tempo passou, tanta vida aconteceu, meus sobrinhos estao ficando crescidos e controlam smartfones de forma incrivelmente intruitiva.
Quanto a mim, ahhh!! De uns 5 anos pra ca tenho conhecido tantas pessoas que sequer ousaria imaginar, procurado crescer, expandir como pessoa e como espirito, tive novas e enigmaticas experiencias, auto superacoes, conquistas, muito trabalho e aprendizado, e algumas historias a contar.
Felipe me instigou a um enfrentamento com a capital, vaguear mundo afora, num onibus seguro, sendo guiada, mas seu desapego inspirava cuidados, e a distancia pairou entre nos; Lucas, mais proximo, porem nao menos complexo, foi vitima de numerosas promessas de idas que nunca se concretizavam, enquanto isso, o tempo ia agindo, corroendo, provocando erosao, e quando finalmente, galguei um lote de degraus para estar mais proxima, tudo se esvaiu; Rodrigo, lepido, fagueiro e terrivelmente geminiano, boa labia, viajado, descolado, um musico no mercado imobiliario, uma alma errante, distante, inacessivel, mas gostosa, leve, com sabor e perfume de vinho, cerveja, com cara de passaporte, o tipico deus mercurio, sempre um passo a frente, asas nos pes, somente uma ilusao. 
Mas, o destino, a vida, ou a sorte, quem sabe, em suas idas e vindas, trouxe Felipe novamente, e com ele, o desafio que me levaria ao volante da minha vida, por estradas, marginais, viadutos, waze, Sao Bernardo do Campo e trabalho pesado de meus guardioes (pobrezinhos, que Deus os recompense)...Foi uma bela tentativa, teve sua razao de ser, me acrescentou, me apresentou o ayahuaska e uma honestidade que caminhava de maos dadas com banhos de agua fria.
Depois de um 2015 morno e lento, 2016 me trouxe a experiencia mais longa, emblematica e complexa: Alvaro, o imaturo contraditorio. Sagitariano dos ultimos graus, com lua e venus em capricornio, esse sim, me fez gastar sola de sapato, combustivel, pedagio e lagrimas. Henrique jura que e karmico, e, quem sabe, deva ter sido...Dignidade subiu no telhado e assistia de camarote as festas nas republicas, o desfile das "migas", uma lata de cerveja ser mais atraente e valorizada. Um quadrupede com ego exaltado, um vinho que era agua, desculpas esfarrapadas, cabeludo magrelo maria vai com as outras (as mais infantis possiveis), tirava foto deitado na sarjeta, inconsciente alcoolico e se achava glorioso. Nao respeitava horario, chegava quando queria, uma hora queria, dia seguinte nao mais, inspirava tremenda compaixao, e um perdido dentro de si proprio, mas capaz de uma frieza assombrosa. Levou me em banho maria aproveitando se de minha boa vontade e do meu empenho em emendar-me, amor proprio debaixo do chinelo e "a desilusao e a visita da realidade" + "ingratidao e o fruto do favor nao merecido" rotulariam perfeitamente a pataquada protagonizada por Paco, da qual fui cumplice. Mas, pra ele tambem nao deu certo, e segue o baile! Altamente nocivo, camarao, Duvel, praia da Baleia que nunca aconteceu, candomble, exu, orixas, um giro de 180 graus pra voltar a estaca ZERO! 
Sao muitas historias pra boi dormir, e um bando de aprendizado. Ainda bem! E, Senhor, continuo sendo imensamente grata aos meus guardioes incansaveis, trabalhadores extremamente competentes, dedicados e a prova de ataques cardiacos...Diz a historia que meu avo paterno esta entre eles; vo Lucio, fera! O senhor foi o melhor avo que eu pude ter, gratidao pelo carinho, pelo cuidado, pelos benzimentos, pelas suas amnesias, pelas papinhas de leite, pela vida no sitio; que a luz, o amor e a benevolencia divinos te alcancem. 
Boa noite! :)



domingo, junho 28, 2015

Uma biboooooca!
Afastando-se da regiao central, em direcao a periferia
Uma verdadeira montanha russa de primeiro mundo
Ruas que despencam numa vala, e outras que se inclinam rumo ao cume de morros em sequencia
O transito e estreito, recheado de pias empinando pipa
O som e alto, estridente e popular
Ali voce so transita, quando muito, e com sorte, em segunda marcha
La chegando, o campo e terra pura e alguma regiao de mata
O poeirao e facil e o terreno volta a ser ingrime e desafiador
A essas alturas, o carro ja esta coberto de terra e pedindo socorro
Ouco pedras batendo embaixo, ali so se transita tranquilamente em tanque de guerra
Procuro a proxima saida adiante, nova estrada no chao, mais pedras e buraqueira ao longo
A direita, um lixao extenso, o detrito da cidade, urubus, paisagem desagradavel...

To digerindo...
O que leva um loteador a acreditar que havera comprador para essa inteira gleba?
De um lado, a periferia barulhenta em forma de montanha russa, e do outro, o lixao da mae Lucinda
Que pior!
Espero que, "cada panela tem sua tampa" alem de popular, seja realmente sabio...


quinta-feira, novembro 06, 2014

WhatsApp

Faz 24h que to tentando compreender o motivo de tanto alvoroco em torno da nova funcao do whatsApp; parece que muita gente anda queimando as pestanas por causa de uns risquinhos azuis...(???)

No feed do meu facebook, o ultimo grito sao os tais risquinhos, nao se fala em outra coisa, desde a mais furreca das paginas ate jornal virtual renomado, e eu divago...

Vi gente saudosa prometendo se comunicar atraves de cartas, tudo para assegurar a "soberana" privacidade.
Oras bolas, macacos me mordam!!! Acompanhem meu raciocinio: que tabu/misterio/pecado ha em seu "interlocutor" saber que voce visualizou e nao respondeu??? 

Aqui, preciso partir para algumas questoes sobre as quais estive filosofando:-
Por que manter em meus contatos, sujeitos a quem desprezo, nao dou a minima, e sequer faco questao de responder?
Por que puxar papo com pessoas que te ignoram?
E se o contato estiver ocupado, mas for do tipo curioso - daqueles que nao dispensa uma espiada ligeira? Ainda assim, tenho que ser satisfeito e respondido a tempo e a hora?

Gente, sejamos razoaveis!
Eu sei que tem uma parcela de picaretas por ai, mas voce faz questao de manter esses tipos em seu circulo de amizades? DESAPEGA! Eu mesma ja conheci um fulano que assim me dizia: "_Lindaaa, meu bem, pode parecer piada, mas frequentemente, nao disponho sequer de 3 minutos ininterruptos de ocio." E finalizava com 9 rosinhas e 9 beijinhos (haha) #sqn, pois um passarinho (por sinal, fonte securissima) me contou que nas ultimas 24h, meu contato "menino de ouro" desperdicou 62 minutos no whatsApp. Mas, quem se importa? Eu que nao! 

Meu povo, que tal praticarmos um pouco mais a sinceridade, a franqueza e a transparencia - claro, de forma delicada - com aqueles que ESCOLHEMOS para nos rodear?

Se em tempos de "novo, mas ja perdendo a validade" voce nao faz questao do contato, seja homem ou mulher o suficiente para tornar clara a sua posicao, seja HUMANO o bastante para dispensar um derradeiro minuto de atencao a alguem para quem voce importa, e permita-se a honestidade. 
E para voce, que se diverte fitando risquinhos azuis como se fossem colirio, recomendo um bocadinho de amor proprio, pois nada mais excitante para pessoas com problemas, do que serem ignoradas. 
Para AMBOS, escritor e leitor cuja sintonia se perdeu, indico o verbo EXCLUIR. 
Haha, ha casos e casos, mas...

domingo, agosto 24, 2014

Tinder - muito like pra pouco gostar

PREAMBULO
Depois de quatro anos sob minha redoma de natureza afetiva, num domingo qualquer de novembro passado, enquanto eu lia textos sobre marketing no facebook e procurava informacoes sobre ads para paginas (uma das minhas insondaveis atribuicoes), me deparei com um artigo sobre um aplicativo que parecia curioso: tal de Tinder.
Instalei, e movida por curiosidade, me embrenhei na aventura virtual de (quem sabe) me permitir conhecer novas pessoas, com outras realidades, outras historias e experiencias. E algo me dizia que iria cutucar onca com vara curta...
Em pouco tempo, foram likes a perder de vista, e nao vou entrar no merito de descrever minhas experiencias, exceto a primeira: um dentista de Sao Carlos, moco lindo, alto, atletico, libriano (como eu), muito amavel no trato. Me chamava de "xu" (haha) e pode ser descrito como o sonho de consumo de qualquer mulher que busque um gajo bem apessoado, daqueles que chama atencao mesmo despenteado e sentado na privada. Ele me advertiu: "Xu, Tinder e muito bla bla bla e pouco resultado, alem do que, o cara que voce merece nao esta la; voce so vai encontrar homens unicamente para te "comer"."
Eu prefiro nao generalizar comportamentos e costumo pecar pelo otimismo, mas temi...Refleti comigo mesma: Cara, o que voce quer dessa porcaria de aplicativo? Define o que voce espera da sua vida afetiva, porque enquanto nao sabes o que queres, toda a sorte de caras contra-indicados (ou nao) vai pipocar feito pop up pra dentro da tua vida nao virtual.

DO OBJETO
O que quero: um cara bacana, pra deixar rolar...que me seja atrativo fisicamente, mas que sobretudo saiba reconhecer e valorizar uma mulher que tenha modos, que nao se atire alegando ser "autentica", daquelas onde sobra decote e falta essencia. Que esse cara seja uma boa companhia, tenha algo a me acrescentar, se interesse em descobrir o que ha alem das minhas barreiras, vez ou outra seja capaz do inusitado, de um carinho inesperado. Que me instigue a tentar o novo e quebrar os limites, e que seja facil, que flua, que esteja disposto, porque o mal dos homens e a indisposicao. Afinal, em tempos de Tinder, onde a oferta de mulher e farta, por que se ater e perder tempo conhecendo alguem? Esse o cara que procuro: aquele que esta alem do ordinario.
Nao quero mudar ninguem, relacoes pesadas, sufocantes ou viciadas. Quero curtir e deixar rolar, ir vivendo um capitulo de cada vez, na gana de virar a pagina e descobrir o que ha na sequencia. Quero algo leve, bacana, que faca bem a ambos, que deixe um gostinho de quero mais e que tenha tempo para ser descoberto e vivido, que tenha alicerces e que nao seja nada parecido com aquilo que mais se pratica hoje: encontros tao breves quanto a vida de uma CHAMA. 

segunda-feira, julho 16, 2012


As 10 construtoras que mais recebem reclamações, segundo o Procon-SP

O número de queixas contra construtoras aumentou 30,6% na comparação entre o primeiro trimestre de 2012 e o mesmo período de 2011. De janeiro a maio de 2012, o Procon/SP registrou 3.017 reclamações relativas ao setor imobiliário, principalmente a respeito ao atraso nas obras.

Não cumprimento de cláusulas contratuais, cobrança de taxas indevidas, atraso na entrega, ou entrega de construção com qualidade duvidosa, são problemas relatados com frequencia ao Procon/SP a respeito das construtoras responsáveis pelos empreendimentos. 

Se você vai adquirir um imóvel na planta, é bom checar todas as informações disponíveis antes de fechar o negócio: verificar se há reclamações referentes a atraso ou problemas na qualidade da obra entregue, visitar outros empreendimentos e conversar com quem já adquiriu imóveis da construtora. Lembrando que, no contrato, além do cronograma da obra, também deve constar cláusula garantindo que a empresa seja multada em caso de atraso na entrega.

1º lugar Gafisa/Tenda
2º lugar PDG
3º lugar MRV
4º lugar Nova Delhi Incorporadora
5º lugar Atua
6º lugar Capri Incorporadora
7º lugar Cury Construtora
8º lugar Living
9º lugar Brookfield
10º lugar Trisul 

domingo, julho 10, 2011

Bom, voltei a cultivar o vício da corrida desde 1º de janeiro do prezado e já bem castigado 2011. De início, temi que fosse apenas mais um daqueles fogos de palha tão ligeiros e comuns feito queda de meteorito, mas graças ao bom Deus e à minha persistência (às vezes nem tão persistente), perduro no esporte.

Com desgosto, constatei que não se tratava apenas de maledicência alheia a história de que praticar esportes sai caro.

Se o camarada leitor é como eu - mais um a engrossar o hall das estatísticas a rezar que o número de corredores de rua vem aumentando no país – sabe que tênis de alta performance são produtos caros e rapidamente perecíveis.

As opiniões divergem, mas, um sujeito mediano se vê obrigado a substituir seus calçados de 3 a 4 vezes ao ano, “prejuízo” com o qual irá arcar, claro, se não desejar colecionar uma série de possíveis lesões que irão levá-lo a tratamentos médicos de valores bem mais vultuosos - mas isso já são outros 500, ainda mais se você tiver conhecimento de uma certa pesquisa realizada nos EUA, que acabou apurando que calçados próprios para corrida não evitam lesões. Essa conclusão é motivo de polêmica, portanto, e por via das dúvidas, é melhor prevenir do que remediar.

Mas, vamos aos fatos: o último grito em matéria de tênis de alta performance atende pelo nome de Mizuno Wave Prophecy.

Hummm, que belo nome, mas o que significa exatamente?

O calçado promete livrar de lesões e oferecer o que há de tecnologia a fim de afinar o rendimento do atleta, só falta falar!

Agora, “praticamente” falando, avaliem o absurdo do preço:

Por favor, atentem para o detalhe: “por apenas 899,99”, deixando claro que esses números assinalados com um X vermelho indicam que o produto está esgotado, ou seja, mesmo com o preço pela “hora da morte”, o povo tá bancando ter no pé a última moda.


Tenho pra mim que o interior desse calçado é banhado a ouro, certeza!

É impressionante como nós, brasileiros, pagamos tantos e tão caros impostos. Não há mobilizações, nem revoltas, nem vejo protestos, sequer homens bomba ou pilotos kamikaze ameaçando detonar governos federais, estaduais ou municipais, inconformados com o assalto a que somos submetidos a cada novo fôlego.

O tributo sob medida embutido num par de tênis importado é equivalente a 58,59% do seu preço; alie-se a isso o fato de que se o calçado for “made in Tigres Asiáticos” ainda tomeee!!!!!!! mais uma sobretaxa de módicos 13 dólares e mais uns trocados.

Sendo assim, se quem conhece do riscado diz que calçado nacional não tem tecnologia, cai por terra a alegação de que impostos em cascata visam apenas e tão somente, ingenuamente, proteger o mercado interno; tenho pra mim que uniu-se a fome à vontade de comer, ou seja, a Vulcabrás/Azaleia berrou : “Disgusting!” para a concorrência “desleal” que descia goela abaixo (alguém viu a cena de Insensato Coração onde o Leonardo Miggiorin prova um salgado no bar do Gabino? Hahaha), e o órgão estatal ávido por recolhimentos, mais do que depressa, enfiou a peixeira nos colegas do olho puxado e, mais fundo ainda em cidadãos como eu e você, que correm atrás de um naco extra de qualidade de vida.

Eu, particularmente, nem de Mizuno gosto...tenho comprado tênis americanos (Saucony e Brooks), com muito boa reputação lá fora e com preços muito convidativos em lojas especializadas aqui no Brasil, onde é possível adquiri-los a partir de razoáveis R$ 200,00.
Vide lojas virtuais: www.velocita.com.br , www.fastrunner.com.br/ , www.mundocorrida.com.br/ , entre outras...

Aproveitando o ensejo, já comprei fora do país nesta loja, que dispõe de respeitável variedade, gerida por brasileiros que trabalham na Flórida e tem conta no PagSeguro.
O preço não chega a ser o melhor, mas eles enviam para o Brasil e ainda dão uma “forcinha” pro sujeito pagar menos imposto; no meu caso, restituíram os 40%!!! (leia-se inomináveis quarenta por cento) sobre o valor do produto, os quais tive que deixar na boca do caixa do correio, quando da retirada da mercadoria – isso sem mencionar o valor do frete, que embora até baixo, era mais um item na verdadeira saga que é importar.

Sim, entendo que é preciso proteger o que é produzido internamente, mas é tão absurda a carga de impostos, que apesar de todos os pesares, chega a ficar mais barato trazer um produto de outro país.

Bom, no quesito b r e v i d a d e s, para amainar a realidade, gostaria de indicar o “último grito” (essa expressão deve datar de 1500 e bolinha, mas flagrei a Patricia Poeta com isso na boca, achei engraçado e resolvi dar andamento) no Amazon Music e arredores: Adele. Essa bela gordinha canta pra caramba e está deixando no chinelo muita sereia top na billboard e afins; vale a pena conferir:



Outro destaque recente é o Google Instant Search e seu vídeo promocional - não exatamente nesta ordem. Explico: Acabei topando web afora com um vídeo bastante criativo protagonizado pela dupla dos admiráveis repentistas Caju e Castanha.
Confesso que, de soslaio, já havia percebido o termo Instant Search em minhas pesquisas, até que descobri o vídeo e me inteirei a respeito.
O recurso já está disponível no buscador dos tentáculos sem fim (vulgo Google) e admito que achei simpático; segundo o desenvolvedor, economiza de 2 a 5 segundos por pesquisa.
Genial mesmo foi sacar a dupla de repentistas:


Agora, se o leitor se propuser a ouvir algo novo, indico o vídeo que segue; trata-se de Claire Diterzi, uma francesa que já andei mencionando aqui e até no blog do meu amigo virtual Zeca Camargo, cujo link figura logo à esquerda. É fato que ele nunca esclareceu se havia curtido, mas tudo bem, visto que seu gosto musical às vezes é eclético em demasia, afinal, aquela música em espanhol que ele cantarolava numa de suas corridas não me anima sequer a andar um pouco mais rápido ;)

Gracejos a parte, solta o som:


Ato contínuo, para compensar a falta de atualização crônica deste espaço, vou introduzir uma nova categoria no texto: Pra que serve isso?




O artigo ao lado é um tanto curioso; confesso que examinei com cara de ué!? e só consegui definir a utilidade depois de verificar a legenda, item que, claro, omitirei, a fim de aguçar a criatividade de leitor.

Cada chute certeiro dá direito a uma bala+custos de envio via sedex; o ônus é que suspeito do seguinte: quem conhece a utilidade deste simpático objeto deve ser usuário contumaz, ou pretende...







A cereja do bolo: hoje à tarde fui ao zoológico com minha sobrinha; tirei menos fotos do que gostaria e gravei uns vídeos do leão desfilando em fria tarde de inverno, mas como não sei manusear, ainda, a contento o celular protagonista da última postagem, constatei, inconsolável, que não havia gravado era nada! Droga viu! Mas valeu pelos momentos de satisfação que pude proporcionar à pequena, e, a propósito, fica a dica: a câmera do Samsung Galaxy 5 dá um caldo,sim, e não deixa nada a desejar para qualquer Sony metida a besta; eis uma agradável descoberta.

E, como boa bacharel, que apresenta prova dos fatos, segue registro fotográfico de uma das melhores coisas que minha irmã já foi capaz de produzir:



domingo, maio 22, 2011

Samsung Galaxy 5 para leigos (Atualizado)

Trata-se de utilidade pública o que vou passar adiante, e desde já vou avisando que se o leitor for preguiçoso, pode desconsiderar boa parte das primeiras linhas e ir bem adiante - pois adoro escrever demais, não raro me perco divagando e só trato do que realmente importa nas últimas linhas.


Na verdade, o titulo deste artigo deveria ser: Capitalismo que leva ao consumismo que leva às pseudo necessidades.

Explico: Nunca fui de pagar verdadeiras fortunas por eletrônicos e sempre achei que o essencial num telefone era fazer e receber chamadas e mensagens de texto. Porém, a necessidade do consumo se porta de forma diversa e está sempre criando e criando, e criando novamente mais plataformas, 1.999 aplicativos, 9.999 acessórios perfeitamente dispensáveis, modelos em série, e sei lá mais o que nem o diabo imagina...


Minha penúltima aquisição em matéria de celular foi um smartfone (ou um cover disso) capaz de suportar 2 chips, com recepção de canais de TV, wifi, "blutu", enfim, essas coisas "básicas" que se esperam de um aparelho. Acontece que o celular era xingling e de smart não tinha nada, pois dada a sua origem, sequer acompanhava manual, e portanto, jamais configurei 5% do que sabe Deus existia de potencialidade naquele projeto de máquina.


Ocorre que, como nada é para sempre, 12 meses após ter vindo parar em minhas mãos, a máquina teve um problema no seu "sistema operacional" que simplesmente desistiu de funcionar; voltei a usar meu LG antigo com defeito: não emitia sons. E como alguém pode sobreviver com um celular desprovido da mais básica de suas funções?


Resolvi enfrentar o escorpião que habita em meu bolso e comprei a sensação do momento: um smartfone de verdade, touchscreen!


Depois de ler resenhas e mais resenhas google afora, convenci-me de que o Samsung Galaxy 5 era a melhor opção custo X benefício, com uma única ressalva: o alto consumo de bateria.


Bom, até então, a última informação e nada, para mim, tinham a mesma relevância - ah, nada como o empirismo!


Recebi o aparelho (compro tudo na internet, de A a Z) com uma certa frustração, pois esperava muito mais - embasada nos artigos que havia lido no mundo virtual. Passei a me valer do dito cujo apenas utilizando suas funções realmente básicas, sem tempo ou disposição para configurar e descobrir o mundo de possibilidades à minha disposição.


Depois de uma semana operando a máquina sem problema, notei que apenas a simples utilização do vibrador associado ao toque de despertar, consumia metade da bateria quando eu estava com preguiça de descer da cama, mas até ai, tudo bem...


Uma semana e meia de convivio e decidi que era o momento de despertar o Galaxy 5 para o mundo virtual; foi então que começou o meu calvário: sou cliente da Tim, e descobri com desgosto que eles não tem como enviar o pacote de configurações de acesso à internet para o aparelho em questão, ou seja, se você for cliente TIM, eles não vão configurar o Galaxy 5!


Fui orientada a entrar em contato com a Samsung, que por sua vez, através de um atendente que teve a pachorra de bocejar enquanto conversava comigo, me orientou a consultar o atual pai dos burros - que antigamente era o dicionário, mas hoje em dia, trata-se do google.

Fiquei confusa: não sei dizer se é trágico ou cômico o suporte técnico do fabricante do aparelho sugerir que eu me virasse e descobrisse as informações necessárias por conta própria...mas enfim, "se não pode vencê-lo, junte-se a ele".


Depois de uma busca não muito extensa, alguns links se descortinaram, mas atenção: nem todos continham as informações adequadas!

Se você precisa configurar o seu Galaxy 5 para acessar a internet, o site onde consegui as informações exatas é este: http://groups.google.com/group/galaxy-android-brasil/web/configuraes-das-apns?pli=1


Durante o processo de inclusão dos dados, a certa altura, você vai perceber que alguns itens irão se autopreencher; é normal. O telefone muda alguns dados de acordo com a região onde o usuário está.


Bom, metade da via crucis superada, restava testar e começar a "baixar o mundo", mas CUIDADO!, se você usa pré pago, o simples fato de captar o sinal 3G pode consumir todos os seus preciosos créditos!


Consegui o feito e o 3G funcionou. Meu primeiro impulso foi baixar tantos quantos live wallpapers eu conseguisse, mas logo abortei tal pensamento, quando percebi o quanto poderiam ser "pesados".


Acessei o Market e fui explorando o conteúdo. Depois da euforia inicial, já desinstalei 80% das inutilidades que pretendiam entupir meu Android e por tabela, torná-lo mais lento.


Caro amigo leitor, depois deste primeiro derrapão que consiste na gana de baixar toda espécie de porcaria - que inclusive pode ser maliciosa e te causar "enormes dissabores" - você, como eu, irá se surpreender com o altíssimo consumo de carga desencadeado pelo acesso à rede.


Trata-se de um efeito cascata: o Android simplesmente é uma bala com papel se não trabalha de mãos dadas com a internet. Este sistema foi feito para estar conectado 25hs por dia, sincronizando dados de tudo quando é braço do polvo google, portanto, quanto mais contas você configurar, mas ele vai trabalhar "clandestinamente" consumindo energia.


Inadvertidamente, só na minha tela inicial, havia 2 itens me mandando atualizações sobre uma mesma conta de email; já desabilitei uma delas.

Portanto, vamos às providências na tentativa de contenção de energia:

1) evite deixar o vibrador ligado em situações desnecessárias

2) o aparelho vem configurado com bastante brilho. Dê um toque prolongado na tela – widgets – controle de energia e vá tocando no botão de brilho até adequá-lo. No mesmo menu, você pode economizar nas demais opções, desabilitando-as

3) Nas configurações do aparelho/som e visualização, você pode desabilitar a vibração do telefone, tons de toque audíveis, marcar p/exibir apenas algumas animações, ajustar brilho do ecrã e tempo limite do ecrã para o mínimo

4) Ainda nas configurações do aparelho/contas e sincronização, você pode desabilitar a opção dados em segundo plano e usar apenas quando necessário, assim como desativar a opção sincronização automática. Na opção de gestão de contas, quanto maior o nº delas, mais tempo o aparelho vai consumir sincronizando os dados e literalmente, comendo vorazmente a carga do aparelho. Por exemplo: você pode habilitar todas as opções uma vez ao dia (ou ao seu bel prazer), ao invés de largar o telefone à própria sorte, fazendo atualizações a cada 5 minutos...

5) Configurações/localização e segurança, apenas ative o uso de satélites GPS quando for necessário

6) Configurações/sobre o telefone – utilização da bateria te informa sobre as últimas atividades que andaram consumindo sua carga

7) Depois de pesquisar um bocado, baixei o app Juicedefender pelo Market, devido às boas criticas. Dizem que ajuda na gestão da bateria; estou testando. (atualização: - pasmem! Depois de 2 dias vendo a bateria virar fumaça em questão de horas, pela primeira vez, posso afirmar que o medidor não se moveu 1mm depois de instalado este aplicativo - e claro, depois da adoção de todo este rosário de medidas que desfiei)

8) Por fim, se você é radical, nas configurações – sem fios e redes, pode acionar o modo vôo e cortar drasticamente a necessidade de alimentação do aparelho – o ícone do 3G some instantaneamente, mas o inconveniente é que você fica incomunicável até p/receber chamadas (ideal na hora de dormir)

9) Última dica: perca as esperanças de ligar p/a a Samsung e mencionar o alto consumo de energia, pois já o fiz, segundo segue:

Eu: Moça, configurei o Galaxy 5 para uso da internet, mas notei 2 coisas: Primeiro que o ícone do 3G não some da tela, não sei se é normal ficar assim depois de habilitada a internet, ou se eu deveria ter desligado algum botão que não sei onde se encontra, e outra: notei que a bateria perdeu em duração depois da habilitação mencionada...Enfim...

Atendente: "É assim mesmo, o ícone 3G passa a existir na tela assim como o ícone que mostra a potência do seu sinal, e não há um botão para desabilitar. Quanto ao aumento do consumo de energia, também é assim mesmo..."

Puxa vida, que má vontade de dispensar um pouco mais de atenção ao cliente com uma simples explicação que não levaria mais que alguns poucos minutos...

Tudo tem que ser experimentado e descoberto na raça! Aperreios à parte, compadecida com o sofrimento de muitos mais que devem estar vagando web afora, desesperados e famintos por informações a respeito desta caixinha de surpresas em forma de smartfone, perdi um tempo praticando minha boa ação de hoje.

Enjoy it!!!(Atualização: o camarada abaixo se queixa de usar teclado touch; retruco que eu também tinha este preconceito, mas não posso reclamar do Galaxy 5. Nele, pode-se valer do teclado aproveitando melhor o espaço, conforme a orientação, ou seja, usa-se o cel na posição normal ou "de comprido"/modo paisagem, além do que o toque é super eficiente)

sábado, janeiro 01, 2011

Segundo dados que achei vasculhando por ai, em 2009 os brasileiros teriam consumido cerca de 3 mil toneladas (óh!) de anorexígenos e afins. O número parece absurdo, mas me arrisco a pensar que até seja bem maior, uma vez que, ao que parece, a ANVISA desconhece os dados referentes ao consumo destes remédios em datas pregressas.
Pelo que apurei, as medidas de controle e contenção são recentes, mas (parece) eficazes, pois já nos primeiros meses do finado (e talvez saudoso) 2010, os dados divulgados tenham apontado para a queda do consumo. Ademais, quem “manja” do assunto, sabe que qualquer farmácia precisa reter uma guia azul sempre que liberar um medicamento da natureza acima mencionada – creio que estas benditas guias sejam verificadas posteriormente pelo órgão de controle. Enfim...essa medida acaba dificultando o acesso, mas, graças ao “jeitinho brasileiro” jamais impedindo.

Bom, quem está um pouco atento, sabe que há alguns meses atrás explodiu feito Luan Santana e seu meteoro, um manipulado que atende (ops, atendia, pois a ANVISA tratou de cortar suas asinhas depois de uma matéria do FANTÁSTICO) pelo nome de caralluma.
Os comentários a respeito desta maravilha, originária das bandas da Índia, eram os mais diversos. Até Ivete Sangalo incluíram no pacote; as noticias atribuem sua perda de peso ao consumo da caralluma, enfim...eu mesma cheguei a encomendar 1 pote, tomei por alguns dias, mas confesso que, como gosto de resultados quase que instantâneos, acabei não dando prosseguimento, devido a um “percalço” que veio a ocorrer, conforme segue:

Por volta de setembro passado, uma amiga de trabalho, desejosa de perder uns bons quilinhos a mais que havia adquirido durante os penosos meses de sua última gravidez, resolveu firmemente que voltar a ser esbelta seria sua meta mais imediata. Sendo assim, procurou um endocrinologista, que lhe receitou o anorexígeno ANFEPRAMONA.
Ela voltou muito contente da consulta, satisfeita com a atenção dispensada pelo médico, e desde então, começou a tomar 2 doses diárias da cápsula.

Bem...estamos no 1º dia de 2011, o que significa que há 3 meses ela vem seguindo o tratamento. Se deu certo?
Sou péssima observadora das pessoas inseridas no meu convívio diário, é uma dificuldade tremenda perceber mudanças físicas ocorridas no dia a dia, uma vez que ele acaba nos engolindo e escasseando a capacidade de percepção dos detalhes, mas...a moça começou a secar, e secar. Eu mesma me prontifiquei a adotarmos a prática de medição da silhueta a cada 15 dias, pois, com números concretos à mão, o estímulo é sempre maior.

Em suma, a bichinha vem perdendo medidas num ritmo digno de congratulações, o que é fruto de uma disciplina diária, conquistada devido à “ajudinha” do anorexigeno, que inibe a sensação de fome, e , consequentemente, leva o sujeito a comer quantidades menores, tendo ai, uma possibilidade de reeducação alimentar.
A danada é casada, e o marido anda de orelha em pé, enciumado, pois a mulher vem recuperando a auto estima, o viço, e uma forma que tem chamado a atenção da ala masculina de plantão.

De minha parte, vendo os progressos ligeiros e concretos, fiquei interessada em saber mais sobre o medicamento, para em seguida, depois de uma análise dos riscos, resolver pela sua adoção.
Mãos à obra, devorei tudo o que havia de bulas e me informei sobre tudo quanto é efeito colateral possível, mas havia um porém: era necessário ter uma receita, as guias azuis que a farmácia retem, e, tudo isso, levava a uma consulta médica, coisa que sequer me passava pela cabeça, pois desconfio que um médico ético não fosse me receitar um anorexígeno, pelo simples fato de que não era obesa, praticava esportes regularmente, gozando de bom condicionamento físico, sendo que o peso que me excedia não era suficiente para alarmes.

Como tudo na vida tem alternativas (exceto a morte), consegui com um conhecido a tal receita médica, e em 11 de novembro passado, comecei a tomar ANFEPRAMONA.
Segue o meu relato diário das sensações experimentadas, produto dos tão alardeados e temidos efeitos colaterais:

Quinta-feira, 11/11/2010 : nos primeiros 60 minutos após a ingestão, senti boca seca,
necessidade de tomar água, olhos úmidos, uma moderada “euforia” por assim dizer,
uma moderada agitação. Estava digitando um texto, senti um pouco de dificuldade em
me concentrar e acabei trocando umas 3 ou 4 letras.
Passada a primeira hora, tudo voltou ao normal, mas, como era de se esperar, não
senti sensação de fome. Á noite, na academia, percebi um aumento de disposição e
após a costumeira sessão de musculação, completei o spinning assim como quem está
brincando num parque de diversões: foi fácil e rápido.
Mais tarde, tive dificuldade para dormir.

Sexta-feira, 12/11/2010: novamente, percebi que justamente 1h após a ingestão,
acontece 1 tipo de pico, a mesma agitação/sensação de ânimo moderada, olhos úmidos.
Depois, tudo se estabiliza. Durante o dia, senti umas sensações breves de uma espécie
de vertigem, mas nada sério.
Como tive dificuldade de pegar no sono na noite anterior, tomei apenas uma cápsula –
um teste, a fim de analisar a potência dos efeitos, mesmo assim, não tive sensação de
fome.
Á noite, com sinais de esgotamento, afinal tratava-se de uma sexta-feira, não senti
o mesmo ânimo do dia anterior, fiz spinning sem sentir qualquer cansaço, mas não
completei a série de musculação, e tive um pouco de falta de sono.

Sábado, 13/11/2010: como já verificado nos primeiros dias, sensação de dose de ânimo
que atinge o pico ao fim da primeira hora após a ingestão, e olhos úmidos.
Como não verifiquei um desempenho ótimo no dia anterior, sob efeito de apenas 1
cápsula, voltei a tomar 2 doses. Notei uma ótima disposição, realizei todas as minhas
atividades físicas – após ter cuidado da minha sobrinha por um bom período. Sem
sensação de fome.
Fui dormir tarde.

Domingo, 14/11/2010: não notei mais tão evidentes os sintomas de boca seca, agitação
nos primeiros 60 minutos, ou olhos umedecidos, apenas o retardamento do sono. Sem
sensação de fome.

Segunda, 15/11/2010: a exemplo do dia anterior, os efeitos outrora verificados foram
minimizados. Era feriado e não houve atividades físicas. Sem sensação de fome. Tive
dificuldade para dormir.

Terça, 16/11/2010: Fome reduzida e insônia bárbara. Ouvi o relógio da igreja tocar 3
badaladas, pela madrugada.

Sexta, 19/11/2010: Desde a última atualização até agora, notei somente a persistência
da dificuldade para dormir. Como há uma semana tenho convivido com o problema do
sono irregular, às vezes noto um pouco de esgotamento, mas acho que logo passa.

Segunda, 22/11/2010: Durante o final de semana tomei apenas metade da dose
recomendada e dormi melhor, mas hoje, já volto com as 2 cápsulas diárias, pois notei
que com apenas uma dose, ao final do dia, o desempenho na academia não rende tanto.
Estou entrando na segunda semana de testes com o remédio e creio (pelo menos espero)
já não ter tanto problema com insônia.

Quinta-feira, 25/11/2010: tenho dormido melhor, e notado que talvez eu esteja me
acostumando ao remédio, ou seja, a sensação dos efeitos foi minimizada. Porém, tenho
sentido algo incomum, como se estivesse com dor de barriga às vezes, mas não é isso, e
sim, algo como cólicas abdominais, mas não causa grande incômodo e logo desaparece.

Segunda-feira, 29/11/2010: Praticamente não tenho mais insônia, nem tenho sentido
aquela espécie de cólica abdominal que ameaçou-me por alguns dias. Andamento
regular do processo!

Como se nota, interrompi as anotações diárias desde a última data acima, uma vez que todos os efeitos foram se dissipando.O único deles que raramente ocorre é insônia, mas muito eventualmente.

Tenho tomado 2 cápsulas diárias,evitado o consumo de álcool (exceto por ontem), e PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA, posso afirmar que tenho adotado disciplina alimentar, pois, nunca fui de comer muito, mas sempre belisquei demais tudo que era de besteira, de forma gulosa mesmo, sem fome, pelo maldito hábito de empurrar goela abaixo tudo o que estivesse à mão na maior quantidade possível.

Eu sempre reclamava que me matava na academia e não via perda significativa de peso, atribuía a isso o fato de ter feito musculação com cargas altas durante o ano passado, ou a qualquer um desses distúrbios que interferem no peso.

Gorda nunca fui, mas de uns 4 anos pra cá venho tentando perder mais do que meros 2 ou 3 quilos, sempre com dificuldade, mas nunca evidenciando minha alimentação danosa.

Esses anorexígenos são massacrados pela mídia, criaram em torno deles uma aura macabra e temível e concordo que tem muita gente por ai se valendo anos a fio do consumo desses medicamentos, indiscriminadamente, mas sem qualquer mudança nos hábitos alimentares.

No meu caso, além de diminuir a sensação de fome, teve o mérito de finalmente me por na linha em relação aos alimentos.
Hoje, prestes a completar 2 meses de consumo, estou mais saudável, e entrando bem melhor nas roupas que antes me apertavam. Perdi até uma das calças do uniforme, pois mais parece um saco, é visualmente feio de se ver.

Não tenho noção de quanto perdi de gordura, pois tenho avaliação física marcada apenas para a segunda quinzena deste mês, mas estou satisfeita com os resultados que venho conquistando – prometo que quando tiver em mãos os dados da avaliação física, divulgarei aqui.

Enfim, no país que é facilmente o maior consumidor de toda a sorte de remédios para emagrecimento, tendo a crer que isso se deve, em grande parte, à nossa má alimentação.

Nada melhor para começar o ano com o pé direito, do que um relato de sucesso de alguém que, “depois de velha” está começando a aprender comer direito.

E, como não poderia deixar de ser, segue minha indicação musical; Lu, não vá torcer o nariz, mas JORGE E MATEUS são conterrâneos seus e merecem o crédito, além do que, é preciso reconhecer quando as coisas são boas, mesmo que não gostemos delas. Sou fã deles, e quem sabe, consigo pegar um show no Villa Country em São Paulo:


Felicissimo ano novo para todos os que por aqui passarem. Eu sei que uma simples troca de dia não faz milagres, mas, talvez uma troca de atitudes, sim...Não custa ter um pouco de boa vontade, e aproveitar o embalo da virada para tentarmos virar algumas páginas pessoais, renovar o fôlego, e seguir adiante.

sábado, novembro 27, 2010

Hoje à tarde, mais cedo, por volta das 16.30h, lá ia eu, feliz, saltitante, a pé, camiseta vermelha, calça cor-sim-cor-não, óculos escuros, apetrechos a tiracolo, fone no ouvido (volume máximo), debaixo do sol escaldante que Deus mandava, a caminho da academia, quando avisto um carro subindo a ladeira, cujo motorista de longe já vinha me fitando. Aos poucos, aproximou o veiculo da beira da calçada. Percebi que gesticulou algo como se me cumprimentasse, e parou uns 20m diante, aguardando (acredito) que eu voltasse para falar com ele.

Cabe aqui um parênteses para confessar que tenho problema de astigmatismo. Caso você me encontre por ai a uma distância superior a 1m, e eu não manifeste intenção de cumprimentá-lo, fique ciente de que o fato de não ter percebido sua presença é bem próximo de certo.

O cabeleireiro de quem sou cliente – argentino desaforado – esses dias me passou um pito: “ Quase me pisa, mas não falou comigo. Metida!”

Minha mãe : “Eta, você passou por mim feito um foguete na rua e nem me viu.”

Um colega de trabalho: “Raspou em mim pela manhã e nem olhou na minha cara.”

Outro colega de trabalho: “ Ei, vê se me cumprimenta quando tropeçar comigo na rua.”

Um nutricionista muito gente boa, cuja loja de alimentos congelados costumo freqüentar: “Nossa, naquele dia tive que gritar a plenos pulmões, porque nem buzinando a valer você olhou pro lado.”

Enfim...já farta de todas essas reclamações a respeito da minha suposta indelicadeza para com todas as gentes, decidi que ia procurar ficar mais atenta, dar mais crédito àquelas fisionomias que se deparassem comigo, mesmo que borradas pela distância – superior a 1m – e, simpaticíssima, cumprimentar a todos, ainda que na dúvida.

Pois bem! Conhecem aquela história do Monteiro Lobato – um dos meus ídolos da infância – sobre o velho, o menino, e o burro? Em suma, os 3 estão indo em alguma direção quando todas as gentes passam a dar palpite sobre quem deveria ir no lombo do animal (ou não). Pois é, a moral da história ensina: o sujeito que pretende agradar a todos, acaba se danando, e comigo não haveria de ser diferente, haja vista a tal Lei de Murphy.

Vejam só, dias atrás, avistei ao largo uma mulher que muito lembrava uma amiga de minha mãe, a certeza veio em mim como o estalar de um chicote, foi daí que abri um sorriso maroto e disparei um OI, seguido do tradicional aceninho de mão. Bingo!!! A dita cuja me olhou com cara de “ué?”, toda desconfiada, com aquela feição de gente sem graça, e quando cheguei mais perto, comprovei com alma de avestruz – daqueles que enfiam a cabeça no mais profundo abismo – que eu nunca havia visto mais gorda. Tudo bem, a vida segue...

Mas, voltando à vaca fria, retornemos ao inicio desta saga, onde eu estava mesmo? Hummm...estava no momento onde a figura “familiar” encostou o carro e virou-se em minha direção, aguardando que eu fosse ao seu encontro.
Pois bem, na maior boa vontade, dei meia volta, acreditando ser o Doutor - título merecidíssimo, a propósito - Joni, amigo de longa data - uma década, mas precisamente - recém chegado de seu pós doutorado na "convidativa" Alemanha, afinal, andava com um carro de modelo parecido (isso, antes de ter partido, a meia década, no encalço do título arduamente conquistado).

Quando emparelhei com a porta do veiculo e dei uma abaixadinha para me dirigir ao condutor, eis um ente pardo, cabelos acho que meio crespos (sei lá, nem reparei direito), magro, tipo esquisito, a roupa suja, com manchas escuras de cima a baixo, em semi-petição de miséria, sentadinho, que me tirou o chão com essa: “Posso te conhecer? Posso te conhecer?”

Putz! Numa fração de milisegundos, juro que me veio uma sensação depressiva(pausa para um suspiro).
Tive, confesso, repulsa daquela situação. Sabe, senti-me como uma daquelas mulheres de beira de estrada que se escora nas portas de qualquer um, com a bundinha empinada feito boca de canhão. Mesmo assim, juntei forças para me desculpar por ter voltado para ter com ele, alegando acreditar ser um amigo meu.
O cara não pareceu se importar muito com minhas explicações, e continuou repetindo se poderia me conhecer, o que só aumentava o meu mal estar.
Por fim, deixei-o falando sozinho, “pedalei” com tudo, inconformada...

De agora em diante, voltarei a me passar por antipática; na dúvida, sem cumprimentos!

Tô irritada!

domingo, novembro 21, 2010

Calor infernal; mas, tudo bem, prefiro-o ao frio.
Estou, de certa forma, um pouco esgotada depois de uma semana de sono instável + temperaturas em franca ascensão + alimento racionado + atividade física intensa + 2 dias no encalço da minha sobrinha. Haja disposição e preparo físico!

Cara Monica, vós que adorais fotos da pequena, segue uma das que produzi ontem, durante visita ao zoológico.

Levei minha sobrinha a um passeio fora de seu padrão habitual – que inclui o maçante percurso compreendido entre a casa dela e a minha, afinal, a pobrezinha daqui a pouco completa 2 anos, totalmente alheia ao mundo no qual cairá um dia (hehe).
Ela ficou muito atenta aos bichos – tudo era novidade – em especial o leão, que, inspirado, presenteou sua platéia (uma dezena de moleques) com urros que eu, macaca velha que sou, jamais havia presenciado. Uma ladainha de choros ecoou instantaneamente por todos os cantos onde havia piás de fralda, ao passo que não me contive e desandei a rir deles.
A que estava comigo, no colo, teve a intenção de fazer cara feia também, mas logo passou.
Desafortunadamente, não tinha à mão uma câmera filmadora para imortalizar o momento...

Esse final de semana não consegui ver nenhum filme, ainda, só a cuidar de criança e amadurecer feito banana no carbureto debaixo do sol dos trópicos.

O destaque da atualização de hoje fica por conta de:

1) Jogo do Ajax versus PSV – não acompanho nenhum dos 2 times, tampouco vi a partida; interessou-se apenas o modo curioso como um dos atletas, tal de Suarez, atacou o rival, munido da arcada dentária. Reparem, belo carimbo!



2) Meio milhão de reais – é o quanto vale o carro dos meus sonhos. Bem...não propriamente, achei com cara de carro de senhor de idade, mas dispõe de um diferencial que me seria demasiado útil: acelera e freia sozinho.
Audi A8, o carro que você só dirige depois de passar por um curso que o familiariza com todos os apetrechos internos. Tocar nos pedais? Não necessariamente...basta fazer alguns ajustes, como velocidade máxima desejada e distância a ser conservada em relação ao veículo à frente, informações suficientes para que o modelo desenvolva de forma autônoma o seu trajeto.

Quando eu praticava aulas de direção, o instrutor quebrava a cabeça para me fazer acelerar, o que em nada me atraia, mas ele insistia, dizendo: “Hoje vamos ter aula de avenida e você precisar seguir o trânsito, ser ligeira, senão, passam por cima da gente”.
Eu tinha medo de bater, de não ter reflexo suficiente, de algo inesperado acontecer, dos pedestres imprudentes, dos carros alheios e desgovernados, do bicho papão se jogar na minha frente, enfim...aulas e mais aulas e muito pouca evolução no quesito velocidade adequada.

3) Dados os últimos acontecimentos recentes,amplamente divulgados na imprensa, a respeito de abusos e agressões que vitimaram homossexuais, hoje, li uma entrevista onde Fernando Seffner - professor adjunto da Faculdade de Educação da UFRGS, docente e orientador junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação na linha de pesquisa Educação, Sexualidade e Relações de Gênero, com ênfase principal na investigação das pedagogias de construção das masculinidades – discorre sobre o tema. Abaixo os pontos mais interessantes:

“...temos no Brasil uma tradição de pouca tolerância no espaço público, as diferenças continuam coibidas, vivemos numa das sociedades mais desproporcionais do mundo, pouco se enfatiza o fato de nosso país estar entre os cinco mais desiguais. Isso provoca uma tensão na sociedade muito grande. “

“...o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e a Secad (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade) têm uma pesquisa, que coincide com outra feita pela Fundação Perseu Abramo, afirmando o seguinte: a homofobia diminui pouco com a escolaridade. Os indivíduos mais escolarizados têm tendência a responder às perguntas sobre aceitação da diferença sexual de forma politicamente mais correta, e só.”

“A Parada (Gay) é um evento entre o festivo e a visibilidade a qualquer preço. Ela tem um retorno econômico muito grande, um efeito cultural, mas é um pouco fogo de artifício. Basta ver o que aconteceu no Rio. A Parada terminou, e uns jovens ficaram se beijando no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador. Já eram 23h e a polícia foi lá e deu uns tiros. O que é mais ou menos o recado da sociedade: "Olha, gente, acabou a Parada. A hora de se beijar, de andar de biquíni era aquela, agora não dá mais. Voltou a vida como ela é. Aqui não pode". Depois da Parada, o mundo volta a ser como é todos os dias: homofóbico. “

“hoje em dia você não entra em uma escola pública aqui do Rio Grande do Sul sem que veja ao menos um menino mais afeminado ou uma menina com uma feminilidade diferente... acho que esse fenômeno é muito intenso numericamente. Existe uma faixa de adolescentes que se propõe a fazer algumas experimentações com a sexualidade, essa coisa que tem se chamado de "experiência queer". Mas nem sempre esses jovens têm estrutura para levar adiante a sua proposta.”

“vi dia desses um guri magrinho que nem um dedo mindinho, ao lado do namorado dele, idem magrinho, falando sobre como é a situação familiar. Supercombativo, disse ter comunicado a mãe e o pai que ia namorar em casa porque a irmã fazia o mesmo com o namorado. Aí a mãe reagiu: "Mas tu não vê que seu pai fica incomodado e vai embora?" E o guri: "Não interessa. O meu pai que se ajeite porque eu vou namorar na sala". A minha vontade de homem de 54 anos é dizer: "Filhinho, não dá para ir um pouco mais devagar? Nem conheço o teu pai, mas chego a ficar com pena dele". Será que tem que ser assim?”

Seria um pecado não transcrever, sob aspas, o discurso coerente e com o qual estou perfeitamente afinada. Concordo plenamente com todas as afirmações e impressões do cientista, e digo mais: "Chupa essa manga!"

Hasta la vista!

segunda-feira, novembro 15, 2010

"Once"



Ele, um barbado, ruivo e talentoso que canta na ruas de Dublin, acompanhado de seu violão desgastado, amealhando uns trocados. Auxilia seu pai numa biboca onde consertam aspiradores de pó e está separado da mulher infiel, inspiração de suas românticas composições.

Ela, uma jovem carismática, que ganha a vida vendendo flores e fazendo faxina. Tem uma filha pequena, vive com a mãe numa casa modesta, onde sala de estar, jantar e cozinha se confundem. Está separada do marido, que o filme dá pistas de ser insensível à mulher. Talentosa ao piano, ocasionalmente, toca num instrumento emprestado e também canta.

Ambos, pobres de marré, com seus figurinos simplórios, encontram-se nas ruas de Dublin, quando ela para, prestando atenção à interpretação emocionada dele, que sem platéia, desabrocha (no bom sentido) no sereno, ao cair da noite, dando voz às suas próprias composições.

É evidente a resistência dele em dá-la ouvidos, pois amarga a ausência de sua amada, por quem ainda suspira, porém, com o tempo, eles acabam estreitando laços, descobrindo afinidades, integrando-se um à vida do outro.

Ah tá, o desfecho dos fatos é previsível então, eles acabam “se pegando”, juntando os trapos e vivendo felizes para sempre. Errado!
A partir do encontro dessas duas pessoas cujas carências, talento e desencontros amorosos são comuns, você assiste uma frágil mulher extrair da lama um homem abatido e desacreditado.
Ela o estimula, toma as iniciativas que poderão projetá-lo além da sua vidinha sem perspectivas, assim como age aquele tipo de pessoa escasso, que generosamente, faz as vezes de escada para que outros atinjam algum tipo de evolução.

Ah, mas que brega! Isso é uma visão obsoleta e romântica demais, desprovida de senso prático, talvez um pouco humilhante, digna de um mártir, vamos deixar de dramas!
Será mesmo? Hoje, somos bombardeados por todos os lados com pressão por resultados rápidos e lucrativos.
Seja o melhor, o mais esperto, ganancioso, sagaz, sabido, letrado, viajado, endinheirado, frio, indiferente aos problemas alheios, enfim...
Será o capitalismo? Será Darwin e os tentáculos da sua Teoria da Evolução? Será a modernidade, ou talvez a introdução de um novo estilo de vida, de uma nova filosofia, o novo egocentrismo?!

Para onde olho vejo pessoas desesperadas correndo contra o tempo (que nunca lhes é suficiente), em busca de acumular toda a sorte de bens e resultados, sejam eles materiais ou abstratos, ao passo que adquirem, concomitantemente, mazelas do corpo e da “alma”.
Cada vez mais doenças físicas e psicológicas; os “mais fracos” sendo deixados pelo caminho em profusão, marginalizados, e um contingente vertiginoso de humanos prestes a se tornarem robôs, ávidos por recompensa, interesseiros, dispostos apenas àquilo que lhes proporcione algum beneficio, e que facilmente seja descartado quando não mais servir a seu propósito adequadamente.

Vejo tantas pessoas perdidas, vazias, ocas, mas com um sorriso na cara, fruto de prazeres efêmeros que não tardarão a deixar de surtir efeito.

Afinal, onde estão os verdadeiros valores que constroem um homem? Descapitalizados? Falidos?

Em “Once”, dirigido por John Carney, a mulher resgata o artista obscuro, sua auto-estima e seus sonhos, para em seguida, despretenciosamente, assistir ao seu vôo solitário, saudosa.

Eles tinham tudo para dar certo juntos, todos os ingredientes, mas, assim como na “vida real”, os humanos são complexos demais, tortuosos por natureza, desencontrados, e não raro, movidos por motivações arriscadas.

A música é linda, parte da trilha sonora, e ao que parece, eles se apresentaram com o mesmo figurino das gravações, embora, conforme comentários alheios, Letterman não tenha demonstrado sensibilidade para extrair dos atores sobre suas experiências em "Once" - procurei web afora detalhes sobre a entrevista, que desafortunadamente, parecem ser escassos. Uma pena...O filme é "despretensioso", mas superou minhas expectativas; confesso que fiquei emocionada - talvez por um "Q" de identificação com o desencontro dos protagonistas.
Anexado à minha lista de favoritos, sem mencionar a trilha sonora - capítulo à parte.

domingo, novembro 14, 2010

Ciao! (como diriam os italianos)
Bom, pra que me serve um feriadão se não ordeno meus mp3, termino de ler o livro empoeirado, trato um pouco da pele, vejo alguns filmes (e fico ligeiramente melancólica com eles), e entre outras coisas, claro, atualizo o espaço?
Pretendo ser concisa (Deus que me ajude nesta tarefa, pois adoro um floreio), e dividirei a postagem em tópicos:-

1) Denúncia : Minha mãe tem mania de engorda. Isso mesmo! Em tempos onde o povo se descabela às voltas com suas gordurinhas extras e num país campeão em consumo de toda a sorte de promessas de emagrecimento, minha mãe é do contra. Em suma, adora ir ao supermercado e me trazer de brinde itens como: lasanhas congeladas, salgadinhos Elma Chips (não sei como escreve e nem pretendo consultar), Miojo, biscoitos recheados, enfim...toda essa bagaceira que em dois tempos põe a perder toda uma semana de suor e ranger de dentes.

Dias atrás, ela me apareceu com uma lasanha da marca Seara; como eu estava semi-faminta (leia-se gulosa), botei pra rodar no microondas e fiquei à porta do eletrodoméstico, salivando por uma lasanha molenga, aguada, insossa, cujos 4 queijos prometidos na embalagem, não cheguei a sentir o gosto de nem 1. Pensei comigo: Se é para engordar com uma lasanha, que seja uma que preste. Dei uma garfada e deixei pra lá, ficou literalmente mofando dentro do forno, com destino ao lixo.
Adverti: Não traga nunca mais essa marca de lasanha, é horrível.

Para minha surpresa, dia 10 do corrente mês, a Seara era destaque no noticiário local : Funcionários da Seara passam mal e vão parar no hospital.

Explico: A sede da Seara localiza-se numa cidade aqui da região e terceiriza seu refeitório, que segundo os funcionários já era suspeito, havia sido denunciado à Vigilância Sanitária previamente, e parece ter vitimado dezenas (mais de 80) empregados de uma feita só.
Os operários começaram a passar mal aos bandos e foram internados, devido a um alimento oferecido (peixe) com “data retroativa” (foi o que ouvi alguns funcionários relataram à reportagem).
A Vigilância Sanitária ficou de apurar a intoxicação alimentar e a Seara persiste produzindo suas lasanhas de má qualidade.

Sinceramente, podem me processar (alguém vai ler isso?) e dar um off no meu blog, mas é bem contraditório uma empresa que vende alimentos ser tão descuidada com a nutrição de seus próprios colaboradores. Se eles querem reduzir os custos e não se importam em servir à sua mão de obra alimentos aprodecidos, imaginem o critério que tem com o produto que chega à mesa do consumidor...
PS: Não encontrei relatos desse ocorrido em pesquisa ao Google.

2) Indicação: Como eu já citei anteriormente, preço elevado ou marca renomada não determinam, necessariamente, a qualidade de um produto. Meu cabelo é o termômetro e não aceita qualquer coisa (seja cara ou barata). Li os comentários da Monica sobre uma compra de shampoo no Boticário, e relato que, no meu caso, não funcionam.
Vivo de aplicar máscaras semanais para evitar ressecamento e mau aspecto dos fios, de fazer testes e mais testes artesanais com produtos naturais ou afins (malditos abacate e azeite inúteis) ou industrializados e de preço nada simpático, e posso sugerir, sem receio, essa ótima máscara, cujo preço gira em torno de R$ 20,00 (ou menos) :


Gold Black, da Amend – deixa o cabelo macio, desembaraçado e tratado - uma beleza!


3) Veja um filme e se apaixone pelo protagonista: Até o presente instante, assisti, neste final de semana, “A origem”, um documentário sobre crianças com leucemia e “Les Chansons D'Amour”. Juro, chegaram a mim apenas uns burburinhos longinquos sobre “A origem”, mas a respeito dos demais filmes eu nada conhecia.
Chansons d´amour foi o 1º a que assisti, e permaneceu mexendo comigo mesmo após o transe, se é assim que posso rotular a sensação de ver “A origem”. Trata-se de um filme francês (gosto demais de música e filme francês, mas desgosto da Sra Sarkozi, uma vez que ela pretende cortar as asinhas de nós, baixadores de tudo).

Louis Garrel (guardem bem o nome) rouba a cena num filme musical onde interpreta e canta (muito bem). Ismael e sua namorada mantem um vínculo, pelo que entendi, um pouco desgastado para ela, que por sua vez, se relaciona com mais um parceiro, uma mulher. Eles ultrapassam as barreiras dos padrões, se apresentam como pessoas comuns, falíveis, com seus conflitos, e com toda a complexidade humana, que demonstra-se aparente e se impõe quando o homem cede, experimenta, desafia as amarras virtuais, porém muito concretas, e, fragilizado, torna-se um agente empírico.
Paris é o belo cenário (idealizo demais essa cidade, quiçá corresponda às minhas expectativas) projetado com frequencia, mas não gostei muito da trilha sonora; as músicas são interpretadas pelos próprios atores, mas ratifico que Garrel canta bem, é ultra mega power estiloso e lindo e me agradou muito em sua atuação. Ah, se meu dinheiro desse...mas já descobri que ele é nada menos que o homem da irmã de Carla Bruni (alguns bons anos mais velha que ele), e de quebra, é um dos atores mais badalados da nouvelle vague francesa, vem de uma família de atores e me cheira a homem muito interessante, fisica e intelectualmente, daqueles que dificilmente manteria qualquer relação com uma periguete juvenil, inexperiente, previsível, preenchida por tolas veleidades e vácuo. Só me resta suspirar...


Segue um trecho do filme onde é possível conferir Garrel cantando (é a voz mais grave), porém, quem se arriscar a conferir, considere como spoiller, pois revela o cume da pelicula. Confesso que resisti à idéia de publicar justamente esta cena, pois eu torci para que ela nunca se concretizasse, embora fosse iminente, por mais que eu relutasse em aceitar. É estranho experimentar essa visão, parece anti-natural, é desconfortável, anti-estético, mas ao mesmo tempo, no contexto do filme, não há como negar a sua delicadeza. Logo, vê-se, que embora eu me esforce para enxergar os ímpares através de lentes isonomicas e de aceitação, me encontro bastante presa às convenções.



4) Ouça uma música comercial (ah, os malditos rótulos, as perversas convenções) que não faz sucesso no Brasil, e cujo intérprete conquistou a minha simpatia pelo seu trabalho como músico. (não tem clipe, só a música) :-




5) Especialmente para a Monica: A minha sobrinha vai bem, obrigada! Falando num dialeto próprio, correndo e pulando, muito meiga, depois de demitir sumariamente o berço (aquele cercado onde a encarceravam cruelmente) e arrumar a trouxa para ir viver sozinha em Londres, como bem ilustra a imagem quase mediocre(minha câmera já foi boa) que segue. Ah! Repare bem no deltóide definido da bichinha - vai gostar de malhar, tá na cara, assim como a tia.


Hasta la vista!

domingo, agosto 15, 2010

Ansiedade à parte...

_Alô, pois não?

Oi, aqui é a fulana de tal, falando de Tagamandápio. Estou no site de vocês e pretendo adquirir alguns produtos, mas estou meio indecisa, porque não os conheço...

_Sim (muito simpática), do que você gostaria?

Olha, quero os hidratantes Beauty Rush...

_Hum...(mais simpatica do que nunca), eu costumo usar o Plumdrop e posso te indicar também o Aplletini(maçã verde) que é uma delícia!!!

Certo, posso aceitar a sua sugestão (com uma pontinha de negação), mas o caso é que eu to com muita pressa; fico com medo de depositar direto na sua conta, porque nunca comprei nada seu, mas o que você poderia indicar como meio de pagamento mais ágil?

_Bom, eu trabalho com pag seguro, você pode acessar a página e utilizar o débito automático; posto nos correios ainda hoje!

Certo!!! Vou providenciar!

Nisso, faltavam 15 minutos para as 13h (horário do meu almoço) e meu estômago já roncava de fome.
Corri à página do pag seguro e, destrambelhadamente, fui clicando em todos os botões possíveis, sem saber muito em que direção ia...
Cliquei no débito automático, e só depois me lembrei que dias atrás, acreditei ter perdido meu cartão de débito e mandei cancelar, só que, umas 2h depois, alguém veio gritando atrás de mim na rua, e era o segurança do restaurante vegetariano onde eu estivera uns 3 dias antes, que vinha me devolver o maldito pedaço de plástico com tarja magnética e chip, agora inúteis.

Pronto, a operação com débito não poderia ser concluída, descartei todas as outras, pois acreditei que o crédito ia custar a cair e eu queria receber a mercadoria para ontem.

No meu lapso de lucidez, decidi meter o pé e fazer um depósito na conta de uma pessoa estranha, que apartir daquele momento, me teria nas mãos, poderia me passar a perna, embolsar a minha grana e me enviar um pacote com um tijolo dentro (essas coisas que a gente assiste no Fantástico).

Confesso que desconfiei da moça a maior parte do tempo, mas mesmo o depósito só sendo identificado no próximo dia útil, foi-me enviado um email avisando sobre a postagem da mercadoria, que só vim a receber 2 dias depois do previsto, uma vez que minha mãe adora "correr" a rua e sempre deixa os carteiros na soleira da porta, frustrados.

Cheguei em casa, meti a faca na fita que protegia a caixa e eis que me deparo com 2 embalagens: uma com marca de preço que foi retirada há 5 anos atrás e outra com um cheiro que a minha intuição, previamente, advertira-me de que eu não apreciaria.

Resultado: acho que aquela vendedora, muito simpática e esperta, pensou com seus botões: "Bom, eis uma besta ansiosa ao telefone; já que ela é totalmente inocente, vou empurrar esse creme que está encalhado desde a época da Arca de Noé, que não tem saída e ninguém gosta, e mais esse outro que servia de provador. Hummm...talvez eu nem devesse mandar nada...não..seria covardia demais, vou praticar essa boa ação por hoje."

Lu, resumindo, reclamações à parte, o PLUMDROP deve ser o hidratante com cheiro de iougurte a que você se referiu. Realmente é suuuuper gostoso e dura bem, mas acho que a moça já devia ter usado um pouco...impressão minha.
Já o de maçã verde, um desgosto! 15 minutos depois de aplicado, parece que você não passou nada, ou seja, PRA MIM, foi uma negação.
Estou esperando chegar outro, que pedi noutra fornecedora; de frutas vermelhas, cujo nome em inglês não recordo, mas acho que vou gostar.

E aqui vai um serviço de utilidade pública:

Senhoras consumidoras, eis o pior hidratante do mundo ->



Sério, não se enganem ao imaginar que um produto importado, de nome, feito Victoria Secrets sempre supera as expectativas, eis acima um desastre em matéria de qualidade: aguado, inodoro e CARO!

Mas, como não poderia deixar de ser, da mesma marca, um dos melhores cheiros que já senti:



Esse, podem comprar sem medo porque vale cada caro centavo do investimento.

Mas, não sem antes emitir o meu parecer sobre 2 produtos nacionais de ótima qualidade, perfume maravilhoso e ótima fixação:



Hidratante Lilly Essence - O Boticário, um cheiro chique, fino...(não sei se o preço continua esse)



Hidratante Egeo - O Boticário, ótima fixação, excelente para quem gosta de cheiros docinhos, informais.

Bom, agora, um ótimo produto nacional, fabricado pela minha família:



Mônica, eis a minha sobrinha-style.

Mudando de pato p/ganso, estou feito criança que ganhou brinquedo novo; comprei uma coisa que até bem pouco tempo eu achava que sequer existia: uma TV com entrada USB que reproduz filmes baixados!!!

Penei para tê-la, porque devido à minha ansiedade de ter as coisas com as quais cismo à tempo e à hora, levei pra casa uma peça cuja entrada USB não reproduzia filmes, e só agora, 15 dias depois, consegui concretizar a troca do aparelho. Tudo isso é um teste de paciência, uma vez que abomino coisas de ordem prática que se arrastam sem solução.

Estreei hoje a função USB assistindo o filme "Taxi Driver". Li ótimas criticas sobre essa produção, mas sinceramente...não é lá essa Brastemp toda; O Robert De Niro até que era bonitinho, é evidente um preconceito racial e tem uma cena com tiros à queima roupa que eu não faço a menor questão de rever, enfim...

Abraço!