domingo, junho 28, 2015

Uma biboooooca!
Afastando-se da regiao central, em direcao a periferia
Uma verdadeira montanha russa de primeiro mundo
Ruas que despencam numa vala, e outras que se inclinam rumo ao cume de morros em sequencia
O transito e estreito, recheado de pias empinando pipa
O som e alto, estridente e popular
Ali voce so transita, quando muito, e com sorte, em segunda marcha
La chegando, o campo e terra pura e alguma regiao de mata
O poeirao e facil e o terreno volta a ser ingrime e desafiador
A essas alturas, o carro ja esta coberto de terra e pedindo socorro
Ouco pedras batendo embaixo, ali so se transita tranquilamente em tanque de guerra
Procuro a proxima saida adiante, nova estrada no chao, mais pedras e buraqueira ao longo
A direita, um lixao extenso, o detrito da cidade, urubus, paisagem desagradavel...

To digerindo...
O que leva um loteador a acreditar que havera comprador para essa inteira gleba?
De um lado, a periferia barulhenta em forma de montanha russa, e do outro, o lixao da mae Lucinda
Que pior!
Espero que, "cada panela tem sua tampa" alem de popular, seja realmente sabio...


quinta-feira, novembro 06, 2014

WhatsApp

Faz 24h que to tentando compreender o motivo de tanto alvoroco em torno da nova funcao do whatsApp; parece que muita gente anda queimando as pestanas por causa de uns risquinhos azuis...(???)

No feed do meu facebook, o ultimo grito sao os tais risquinhos, nao se fala em outra coisa, desde a mais furreca das paginas ate jornal virtual renomado, e eu divago...

Vi gente saudosa prometendo se comunicar atraves de cartas, tudo para assegurar a "soberana" privacidade.
Oras bolas, macacos me mordam!!! Acompanhem meu raciocinio: que tabu/misterio/pecado ha em seu "interlocutor" saber que voce visualizou e nao respondeu??? 

Aqui, preciso partir para algumas questoes sobre as quais estive filosofando:-
Por que manter em meus contatos, sujeitos a quem desprezo, nao dou a minima, e sequer faco questao de responder?
Por que puxar papo com pessoas que te ignoram?
E se o contato estiver ocupado, mas for do tipo curioso - daqueles que nao dispensa uma espiada ligeira? Ainda assim, tenho que ser satisfeito e respondido a tempo e a hora?

Gente, sejamos razoaveis!
Eu sei que tem uma parcela de picaretas por ai, mas voce faz questao de manter esses tipos em seu circulo de amizades? DESAPEGA! Eu mesma ja conheci um fulano que assim me dizia: "_Lindaaa, meu bem, pode parecer piada, mas frequentemente, nao disponho sequer de 3 minutos ininterruptos de ocio." E finalizava com 9 rosinhas e 9 beijinhos (haha) #sqn, pois um passarinho (por sinal, fonte securissima) me contou que nas ultimas 24h, meu contato "menino de ouro" desperdicou 62 minutos no whatsApp. Mas, quem se importa? Eu que nao! 

Meu povo, que tal praticarmos um pouco mais a sinceridade, a franqueza e a transparencia - claro, de forma delicada - com aqueles que ESCOLHEMOS para nos rodear?

Se em tempos de "novo, mas ja perdendo a validade" voce nao faz questao do contato, seja homem ou mulher o suficiente para tornar clara a sua posicao, seja HUMANO o bastante para dispensar um derradeiro minuto de atencao a alguem para quem voce importa, e permita-se a honestidade. 
E para voce, que se diverte fitando risquinhos azuis como se fossem colirio, recomendo um bocadinho de amor proprio, pois nada mais excitante para pessoas com problemas, do que serem ignoradas. 
Para AMBOS, escritor e leitor cuja sintonia se perdeu, indico o verbo EXCLUIR. 
Haha, ha casos e casos, mas...

domingo, agosto 24, 2014

Tinder - muito like pra pouco gostar

PREAMBULO
Depois de quatro anos sob minha redoma de natureza afetiva, num domingo qualquer de novembro passado, enquanto eu lia textos sobre marketing no facebook e procurava informacoes sobre ads para paginas (uma das minhas insondaveis atribuicoes), me deparei com um artigo sobre um aplicativo que parecia curioso: tal de Tinder.
Instalei, e movida por curiosidade, me embrenhei na aventura virtual de (quem sabe) me permitir conhecer novas pessoas, com outras realidades, outras historias e experiencias. E algo me dizia que iria cutucar onca com vara curta...
Em pouco tempo, foram likes a perder de vista, e nao vou entrar no merito de descrever minhas experiencias, exceto a primeira: um dentista de Sao Carlos, moco lindo, alto, atletico, libriano (como eu), muito amavel no trato. Me chamava de "xu" (haha) e pode ser descrito como o sonho de consumo de qualquer mulher que busque um gajo bem apessoado, daqueles que chama atencao mesmo despenteado e sentado na privada. Ele me advertiu: "Xu, Tinder e muito bla bla bla e pouco resultado, alem do que, o cara que voce merece nao esta la; voce so vai encontrar homens unicamente para te "comer"."
Eu prefiro nao generalizar comportamentos e costumo pecar pelo otimismo, mas temi...Refleti comigo mesma: Cara, o que voce quer dessa porcaria de aplicativo? Define o que voce espera da sua vida afetiva, porque enquanto nao sabes o que queres, toda a sorte de caras contra-indicados (ou nao) vai pipocar feito pop up pra dentro da tua vida nao virtual.

DO OBJETO
O que quero: um cara bacana, pra deixar rolar...que me seja atrativo fisicamente, mas que sobretudo saiba reconhecer e valorizar uma mulher que tenha modos, que nao se atire alegando ser "autentica", daquelas onde sobra decote e falta essencia. Que esse cara seja uma boa companhia, tenha algo a me acrescentar, se interesse em descobrir o que ha alem das minhas barreiras, vez ou outra seja capaz do inusitado, de um carinho inesperado. Que me instigue a tentar o novo e quebrar os limites, e que seja facil, que flua, que esteja disposto, porque o mal dos homens e a indisposicao. Afinal, em tempos de Tinder, onde a oferta de mulher e farta, por que se ater e perder tempo conhecendo alguem? Esse o cara que procuro: aquele que esta alem do ordinario.
Nao quero mudar ninguem, relacoes pesadas, sufocantes ou viciadas. Quero curtir e deixar rolar, ir vivendo um capitulo de cada vez, na gana de virar a pagina e descobrir o que ha na sequencia. Quero algo leve, bacana, que faca bem a ambos, que deixe um gostinho de quero mais e que tenha tempo para ser descoberto e vivido, que tenha alicerces e que nao seja nada parecido com aquilo que mais se pratica hoje: encontros tao breves quanto a vida de uma CHAMA.